Como escolher quem vai fazer seu site: as 7 perguntas que evitam prejuízo
Escolher errado quem faz o seu site custa duas vezes: o que você paga pelo site ruim e o que paga depois para refazer — sem contar os clientes perdidos no meio. A boa notícia: dá para separar profissional de aventureiro em uma conversa, desde que você faça as perguntas certas. Aqui estão as 7 que eu recomendaria ao meu melhor amigo — e os sinais de alerta que encerram a conversa na hora.
As 7 perguntas antes de fechar
- "Me mostra sites seus que estão no ar?" Não aceite imagens de portfólio: peça endereços e abra você mesmo. Site fora do ar ou quebrado no portfólio é o futuro do seu.
- "Quem escreve os textos?" A resposta errada mais comum: "você me manda o conteúdo". Texto é o que faz o site vender — quem só monta a moldura está entregando metade do serviço, e a metade mais fácil.
- "Qual o prazo — e o que você precisa de mim para cumprir?" Profissional dá prazo em semanas e lista o que depende de você (fotos, informações). Quem promete "amanhã" para um site completo ou some por meses são as duas faces do mesmo problema.
- "O que acontece depois da entrega?" Quem cuida quando algo quebrar? Quanto custa alterar um texto? Existe manutenção? Site sem plano de pós-entrega nasce órfão.
- "O site é meu?" Domínio registrado no seu CNPJ, acesso a tudo, liberdade de trocar de fornecedor levando o site junto. Se a resposta tiver "depende", trate como não.
- "Como as pessoas vão encontrar o site?" Você quer ouvir sobre o site aparecer no Google quando alguém busca o que você vende — e o que será feito para isso. Quem responde "a gente posta nas redes sociais" não entendeu a pergunta.
- "Se eu precisar de você daqui a um ano, você existe?" Pergunte há quanto tempo a pessoa trabalha com isso e peça um cliente antigo de referência. Site é relação longa; aventureiro é passagem curta.
Sinais de alerta que encerram a conversa
- Preço muito abaixo de todo mundo. Site profissional de página única custa de R$ 2 a 6 mil; institucional, de R$ 4 a 12 mil. Alguém cobrando R$ 400 não está cobrando menos pelo mesmo serviço — está entregando outro serviço: um modelo pronto com seu logo em cima.
- "Garanto primeiro lugar no Google." Ninguém garante isso — nem quem trabalha nisso a vida inteira. Existe trabalho sério para sua empresa ser encontrada; garantia de posição é promessa de quem não vai estar aí para cobrar.
- Não faz perguntas sobre o seu negócio. Quem orça um site sem perguntar o que você vende, para quem e o que o site precisa gerar está vendendo um produto de prateleira com nome de projeto.
- Tudo combinado de boca. Escopo, prazo, valores e o "de quem é o quê" precisam estar por escrito. Não é burocracia — é o que protege os dois lados.
- Mensalidade eterna onde o site nunca fica seu. Parou de pagar, perdeu tudo. Isso é aluguel, não site — e aluguel deve ser escolha consciente, nunca surpresa.
Freelancer, agência ou fazer você mesmo?
Os três caminhos existem por um motivo. A comparação honesta:
Plataforma faça-você-mesmo (construtores de site): a mais barata no boleto e a mais cara no seu tempo. Funciona para validar uma ideia ou para quem está começando sem caixa. Os limites aparecem rápido: site parecido com milhares, dificuldade para ser encontrado no Google e cada hora sua gasta ali é uma hora não gasta vendendo.
Freelancer / profissional independente: melhor custo-benefício quando é experiente — você fala direto com quem faz, sem camadas. O risco não é a categoria, é a pessoa: aventureiro que some. As 7 perguntas acima filtram exatamente isso.
Agência: faz sentido para projetos grandes, com várias frentes ao mesmo tempo (site + campanhas + conteúdo) e empresas que precisam de equipe inteira. Custa mais — parte do valor paga a estrutura — e nem sempre quem te atende é quem executa.
A regra prática: o problema raramente é o formato; é contratar formato de um problema para o problema de outro. Site institucional de PME não precisa de agência grande — precisa de alguém experiente que responda pelas 7 perguntas.
Como comparar orçamentos diferentes
Três propostas na mesa — R$ 2.500, R$ 6.000 e R$ 11.000 — e nenhuma comparável. Antes de olhar o número, iguale a régua:
- O que está incluso? Texto escrito para vender, ou você manda? Quantas páginas? Adaptação real ao celular? Aparecer no Google entra no escopo?
- O que acontece depois? Suporte por quanto tempo? Alterações custam quanto?
- De quem é o quê? Domínio, site e acessos no seu nome?
Refeita a régua, o orçamento "caro" às vezes é o único completo — e o "barato" é o que cobra à parte tudo que importa. Compare o serviço inteiro, não a primeira parcela.
O teste final antes de assinar
Escolheu o favorito? Um último teste de 10 minutos:
- Abra 3 sites do portfólio no seu celular, com 4G. Conte os segundos até carregar. Mais de 3 é reprovação.
- Aja como cliente em um deles: encontre o telefone, envie o formulário, clique no WhatsApp. Se você se perder, o cliente do site também se perde.
- Pesquise no Google o nome de um cliente do portfólio. O site dele aparece? Site que nem o Google encontra é enfeite, não ferramenta.
Quem passa nas 7 perguntas, não acende nenhum sinal de alerta e sobrevive a esse teste é uma escolha segura — seja freelancer, seja agência.
Perguntas frequentes
Qual o preço justo de um site profissional?
Página única de vendas, de R$ 2.000 a R$ 6.000; site institucional completo, de R$ 4.000 a R$ 12.000. Muito abaixo disso costuma ser modelo pronto com logo trocado; muito acima, para um site comum, merece justificativa detalhada.
Preciso mesmo de contrato para um site?
Precisa de tudo por escrito: escopo, prazo, valores, o que acontece depois da entrega e — o mais importante — a confirmação de que domínio e site ficam no seu nome. Quem resiste a escrever é quem planeja não cumprir.
Não é melhor eu mesmo fazer num construtor gratuito?
Para validar uma ideia com caixa zero, é um começo digno. Como plano permanente, cobra caro em outra moeda: seu tempo, um site igual a milhares e dificuldade de ser encontrado no Google. Quando o negócio anda, o site profissional se paga.
Já fechei com alguém e estou desconfiado. O que faço?
Faça as 7 perguntas agora — antes da entrega ainda dá para corrigir rumo. Garanta por escrito que domínio e site ficam no seu nome e peça acesso a tudo. Se quiser uma segunda opinião neutra sobre o que está sendo entregue, eu avalio gratuitamente.