Fernando Kuhn Vamos conversar
Decisão

Como escolher quem vai fazer seu site: as 7 perguntas que evitam prejuízo

Por Fernando Kuhn 2 de julho de 2026 7 min de leitura

Escolher errado quem faz o seu site custa duas vezes: o que você paga pelo site ruim e o que paga depois para refazer — sem contar os clientes perdidos no meio. A boa notícia: dá para separar profissional de aventureiro em uma conversa, desde que você faça as perguntas certas. Aqui estão as 7 que eu recomendaria ao meu melhor amigo — e os sinais de alerta que encerram a conversa na hora.

As 7 perguntas antes de fechar

  1. "Me mostra sites seus que estão no ar?" Não aceite imagens de portfólio: peça endereços e abra você mesmo. Site fora do ar ou quebrado no portfólio é o futuro do seu.
  2. "Quem escreve os textos?" A resposta errada mais comum: "você me manda o conteúdo". Texto é o que faz o site vender — quem só monta a moldura está entregando metade do serviço, e a metade mais fácil.
  3. "Qual o prazo — e o que você precisa de mim para cumprir?" Profissional dá prazo em semanas e lista o que depende de você (fotos, informações). Quem promete "amanhã" para um site completo ou some por meses são as duas faces do mesmo problema.
  4. "O que acontece depois da entrega?" Quem cuida quando algo quebrar? Quanto custa alterar um texto? Existe manutenção? Site sem plano de pós-entrega nasce órfão.
  5. "O site é meu?" Domínio registrado no seu CNPJ, acesso a tudo, liberdade de trocar de fornecedor levando o site junto. Se a resposta tiver "depende", trate como não.
  6. "Como as pessoas vão encontrar o site?" Você quer ouvir sobre o site aparecer no Google quando alguém busca o que você vende — e o que será feito para isso. Quem responde "a gente posta nas redes sociais" não entendeu a pergunta.
  7. "Se eu precisar de você daqui a um ano, você existe?" Pergunte há quanto tempo a pessoa trabalha com isso e peça um cliente antigo de referência. Site é relação longa; aventureiro é passagem curta.

Sinais de alerta que encerram a conversa

  • Preço muito abaixo de todo mundo. Site profissional de página única custa de R$ 2 a 6 mil; institucional, de R$ 4 a 12 mil. Alguém cobrando R$ 400 não está cobrando menos pelo mesmo serviço — está entregando outro serviço: um modelo pronto com seu logo em cima.
  • "Garanto primeiro lugar no Google." Ninguém garante isso — nem quem trabalha nisso a vida inteira. Existe trabalho sério para sua empresa ser encontrada; garantia de posição é promessa de quem não vai estar aí para cobrar.
  • Não faz perguntas sobre o seu negócio. Quem orça um site sem perguntar o que você vende, para quem e o que o site precisa gerar está vendendo um produto de prateleira com nome de projeto.
  • Tudo combinado de boca. Escopo, prazo, valores e o "de quem é o quê" precisam estar por escrito. Não é burocracia — é o que protege os dois lados.
  • Mensalidade eterna onde o site nunca fica seu. Parou de pagar, perdeu tudo. Isso é aluguel, não site — e aluguel deve ser escolha consciente, nunca surpresa.

Freelancer, agência ou fazer você mesmo?

Os três caminhos existem por um motivo. A comparação honesta:

Plataforma faça-você-mesmo (construtores de site): a mais barata no boleto e a mais cara no seu tempo. Funciona para validar uma ideia ou para quem está começando sem caixa. Os limites aparecem rápido: site parecido com milhares, dificuldade para ser encontrado no Google e cada hora sua gasta ali é uma hora não gasta vendendo.

Freelancer / profissional independente: melhor custo-benefício quando é experiente — você fala direto com quem faz, sem camadas. O risco não é a categoria, é a pessoa: aventureiro que some. As 7 perguntas acima filtram exatamente isso.

Agência: faz sentido para projetos grandes, com várias frentes ao mesmo tempo (site + campanhas + conteúdo) e empresas que precisam de equipe inteira. Custa mais — parte do valor paga a estrutura — e nem sempre quem te atende é quem executa.

A regra prática: o problema raramente é o formato; é contratar formato de um problema para o problema de outro. Site institucional de PME não precisa de agência grande — precisa de alguém experiente que responda pelas 7 perguntas.

Como comparar orçamentos diferentes

Três propostas na mesa — R$ 2.500, R$ 6.000 e R$ 11.000 — e nenhuma comparável. Antes de olhar o número, iguale a régua:

  • O que está incluso? Texto escrito para vender, ou você manda? Quantas páginas? Adaptação real ao celular? Aparecer no Google entra no escopo?
  • O que acontece depois? Suporte por quanto tempo? Alterações custam quanto?
  • De quem é o quê? Domínio, site e acessos no seu nome?

Refeita a régua, o orçamento "caro" às vezes é o único completo — e o "barato" é o que cobra à parte tudo que importa. Compare o serviço inteiro, não a primeira parcela.

O teste final antes de assinar

Escolheu o favorito? Um último teste de 10 minutos:

  1. Abra 3 sites do portfólio no seu celular, com 4G. Conte os segundos até carregar. Mais de 3 é reprovação.
  2. Aja como cliente em um deles: encontre o telefone, envie o formulário, clique no WhatsApp. Se você se perder, o cliente do site também se perde.
  3. Pesquise no Google o nome de um cliente do portfólio. O site dele aparece? Site que nem o Google encontra é enfeite, não ferramenta.

Quem passa nas 7 perguntas, não acende nenhum sinal de alerta e sobrevive a esse teste é uma escolha segura — seja freelancer, seja agência.

Perguntas frequentes

Qual o preço justo de um site profissional?

Página única de vendas, de R$ 2.000 a R$ 6.000; site institucional completo, de R$ 4.000 a R$ 12.000. Muito abaixo disso costuma ser modelo pronto com logo trocado; muito acima, para um site comum, merece justificativa detalhada.

Preciso mesmo de contrato para um site?

Precisa de tudo por escrito: escopo, prazo, valores, o que acontece depois da entrega e — o mais importante — a confirmação de que domínio e site ficam no seu nome. Quem resiste a escrever é quem planeja não cumprir.

Não é melhor eu mesmo fazer num construtor gratuito?

Para validar uma ideia com caixa zero, é um começo digno. Como plano permanente, cobra caro em outra moeda: seu tempo, um site igual a milhares e dificuldade de ser encontrado no Google. Quando o negócio anda, o site profissional se paga.

Já fechei com alguém e estou desconfiado. O que faço?

Faça as 7 perguntas agora — antes da entrega ainda dá para corrigir rumo. Garanta por escrito que domínio e site ficam no seu nome e peça acesso a tudo. Se quiser uma segunda opinião neutra sobre o que está sendo entregue, eu avalio gratuitamente.

Leia também

Sistema pronto ou sob medida: como decidir sem se arrepender7 min de leitura Minha empresa não aparece no Google: as 5 causas mais comuns (e o que fazer)7 min de leitura Cliente que pergunta e some: por que sua empresa perde vendas no WhatsApp6 min de leitura